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           Algar Telecom registra nova patente com programa do Brain

Tempo de leitura: 2 minutos
           

A Algar Telecom conseguiu a aprovação de mais uma patente no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A inovação surgiu a partir do “Shark Tank”, programa organizado pelo centro de inovação da empresa, o Brain, para estimular internamente a geração de novas ideias. O nome é inspirado na produção do canal Sony, no qual empreendedores apresentam suas ideias a uma banca de “tubarões”.

Qual foi a inovação criada

Dois associados, como a empresa chama seus colaboradores, idealizaram uma máquina que permite o reaproveitamento de cabos ópticos, promovendo assim a sustentabilidade e eficiência na utilização de recursos, além da otimização de tempo dos técnicos. Os inventores da solução agora patenteada são Edson Carlos Diniz e José Humberto de Oliveira Junior, ambos Supervisores Operacionais de Campo na Algar Telecom.

O equipamento desenvolvido por eles rebobina drops/cabos de fibra óptica, permitindo recolher sobras de cabos de outros serviços, em metragens diferentes dos padrões encontrados no mercado. Por terem dimensões reduzidas, os cabos de fibra óptica são mais fáceis de transportar e manipular do que os de cobre. Entretanto, a instalação requer certos cuidados no seu manuseio, em especial no que se refere às técnicas de enrolamento e de reaproveitamento dos drops ópticos nas bobinas.

Um problema identificado era o desperdício de material durante o processo de condução dos cabos da rede externa para o interior das residências ou instalações comerciais. Como as fibras ópticas já vêm enroladas numa única bobina e o manuseio para definir a metragem a ser realizada no projeto de cabeamento é manual, sobram resíduos de fibras. Considerando que os restos desses materiais podem ser rebobinados e reutilizados em instalações com baixa metragem, a constituição de dispositivos para medir, rebobinar e acomodar as sobras de drops ópticos em caixas de menor volume se apresenta como uma solução para a reciclagem de cabos ópticos.

Segundo Zaima Milazzo, presidente do Brain e diretora de inovação da Algar Telecom, “ainda podemos esperar mais patentes, pois nossos associados são continuamente estimulados a explorar seu poder de criação e inovação. Todos os profissionais de uma organização, dos mais diferentes níveis hierárquicos, têm potencial para isso. Com o apoio de métodos de ideação e a mentoria de profissionais qualificados, é natural que a inovação aconteça”.

Como funciona o programa de ideias da Algar

Desde sua criação, em 2017, o Shark Tank já recebeu mais de 420 ideias de mais de 320 colaboradores da Algar Telecom. Pessoas de qualquer área da empresa apresentam suas ideias no formato de elevator pitch, com vídeos de no máximo um minuto de duração. Elas são avaliadas pelos “tubarões”, um comitê multidisciplinar de representantes da Algar Telecom.

O time do Shark Tank é constituído por profissionais de visão sistêmica e envolvidos com a estratégia da empresa e que pertencem a diferentes áreas da organização (Estação, Financeiro, Negócios, Processos, Relacionamento com Clientes, Talentos Humanos, Tecnologia e Transformação). Após sua aprovação, é iniciada a execução, protagonizada pelo autor da ideia, com o apoio das áreas executoras, equipe do Brain e da área beneficiada.

O associado se torna o empreendedor da solução que sugeriu e é responsável por vender a sua ideia, recrutar colegas para a execução e cumprir o que foi apresentado no pitch. Ao final, após a validação dos resultados, os profissionais envolvidos na implantação da ideia recebem prêmios em dinheiro como reconhecimento.

“A organização colhe uma série de benefícios, como o maior engajamento dos associados, que leva à retenção. Além disso, o intraempreendedorismo também tem um papel muito importante na transformação da cultura, uma vez que os associados são estimulados a trabalhar de novas maneiras, atuando em times multidisciplinares, colocando o cliente no centro, analisando questões de custos etc. Ao se desenvolverem como verdadeiros empreendedores dentro de casa, eles estão ajudando a organização a se tornar mais ágil, competitiva e preparada para as mudanças no mercado”, destaca Zaima Milazzo.

Em outubro de 2019, o INPI publicou o depósito das primeiras patentes da Algar Telecom desde a fundação do centro de inovação Brain, em 2017. A solução patenteada foi dois equipamentos para otimizar a performance de instalação dos produtos da operadora em postes, desenvolvidos por uma equipe de cinco líderes da operação.

Desde a ideia até a execução, o projeto só foi possível por conta do programa “Inovação em Campo”, também realizado pelo Brain com o objetivo de disseminar a cultura de inovação em todos os níveis da companhia. Nele, supervisores e coordenadores de times técnicos foram convidados a pensar soluções que aprimorem a experiência do cliente, qualidade e eficiência, focando em ações que estejam dentro da possibilidade de ação dos próprios técnicos.

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REDAÇÃO BRAIN

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