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Cinco passos fundamentais em uma jornada sólida de inovação

Data: 01 setembro 2022 | Categoria: Metodologias
imagem que traz o brainer Leandro Nazareth explicando sobre jornada sólida de inovação

Se você tem interesse em ter uma jornada sólida de inovação, temos algumas etapas que vão te ajudar nesse caminho. A princípio, com a avalanche de transformações aceleradas que vivemos nos últimos anos, a inovação se tornou um imperativo até mesmo para quem pensava que estava seguro operando nos modelos tradicionais.

Sem tempo para planejamento, organizações de todos os portes viram-se obrigadas a repensar sua forma de trabalho para atender as exigências de um novo mundo que emergiu principalmente desde o início da pandemia.

Inovar tornou-se obrigatório para se manter relevante no mercado, mas como fazer isso de maneira eficiente e estruturada ainda é um desafio para a maioria.   

Todavia, uma das primeiras lições aprendidas costuma ser que a inovação não pode ser relegada a uma área exclusiva ou a um único responsável.

Não adianta contratar um “expert em inovação”, dar a ele um departamento e esperar que isso transforme o negócio. A inovação não pode ser limitada a uma bolha, ela deve permear toda a organização, desde o presidente até o estagiário.

Mas isso não se constrói de um dia para o outro, é claro. Uma mudança de mindset tão profunda só é possível com muito planejamento e investimento em formação.   

Nesse caminho, algumas etapas são fundamentais para construir uma jornada sólida de inovação nas grandes empresas:  


  1. Um novo mindset: reaprendendo a pensar 

Uma nova mentalidade é a base que sustenta uma cultura voltada para a inovação. Assim, ela envolve um olhar diferenciado, de identificar os problemas e enxergá-los como oportunidades para desenvolver soluções. Isso, infelizmente, não se aprende nas escolas e faculdades tradicionais. A partir da experiência de consultoria das diferentes empresas que atendemos, fica claro que, quando as pessoas estão acostumadas com o “comando e controle”, com a facilidade de receber fórmulas e instruções prontas, nem sempre é fácil assumir o protagonismo.   

As organizações têm se deparado, portanto, com uma missão complexa: ensinar aos times que eles podem e devem pensar diferente, “fora da caixa” e de maneira contínua (conceito de long life learning) – uma vez que o princípio básico da inovação é que ela não é estática.   

Assim, a prática também precisa ter mais peso do que a teoria. Seguindo o modelo de aprendizagem “70, 20, 10” – desenvolvido na década de 1990 a partir de estudos dos professores e pesquisadores Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo, do Center for Creative Leadership, nos Estados Unidos –, 10% do aprendizado deve ser formal (sala de aula, livros etc.), 20% deve vir do relacionamento com outras pessoas da sua área de trabalho e 70% só é adquirido com a prática.   


  1. Métodos e ferramentas são imprescindíveis 

O segundo passo é o que chamamos de ferramental, no qual os colaboradores precisam ter conhecimento de novas ferramentas e métodos para que possam pensar no problema apresentado como um desafio. O objetivo é que eles passem a “amar o problema e não a solução”. Para fazer isso, contamos com metodologias globais que são referência para empresas de sucesso de todo o mundo, tais como Design Thinking e Design Sprint, além de ferramentas de diversos métodos como Lean Inception, Scrum e Kanban. A escolha vai depender da fase do projeto.   


  1. O caminho da co-criação: você não precisa fazer tudo sozinho 

As ferramentas certas devem ser utilizadas por equipes multidisciplinares, formadas por pessoas com diferentes habilidades para co-criar soluções a partir dos problemas identificados em um processo claro de ideação. Mas os colaboradores não precisam ser os únicos membros desses times. Precisamos pensar mais em rede e questionar: quem podemos trazer para se sentar na mesa conosco e agregar uma expertise que não tenho dentro de casa? Startups, universidades, pesquisadores, hubs de inovação podem ser grandes aliados nesse sentido.  

Utilizamos também chamadas de Open Innovation, ou “inovação aberta”. Esse conceito nos lembra de que devemos ser humildes e partir da premissa de que alguém, aqui ou em algum lugar do mundo, também está resolvendo ou já resolveu o mesmo problema. Então, por que não unir forças e ganhar tempo? “Para prospectar novos negócios, você precisa estar atento ao mundo”, sempre diz o Dr. Luiz Alberto Garcia, presidente de honra do Conselho de Administração do Grupo Algar.   

Tudo isso, porém, sem jamais esquecer do ator principal: o cliente. Precisamos sempre colocar o cliente no centro, colhendo seu feedback desde o início – e não somente ao fim do processo como costuma ser feito – para entendermos se estamos no caminho certo e ganhar agilidade logo nas primeiras entregas, aumentando significativamente as chances de acerto.   

  1. Desapego: sem medo de testar e invalidar hipóteses 

Então, o quarto passo é não ter medo de testar as hipóteses com clientes reais que sofrem com a dor mapeada. Fazemos isso nas soluções que desenvolvemos dentro do Brain e vemos que, neste momento, a cultura de tolerância ao erro – tão essencial para a inovação – é realmente colocada à prova. Afinal, é primordial verificar na prática quais são os resultados, as falhas e os acertos do caminho que está sendo seguido. Esse é o momento ideal de entender se as soluções funcionam tecnicamente, se são financeiramente viáveis e como podemos tirá-las do papel para ganhar escala no mercado. Não precisamos – e nem devemos – esperar que o produto ou serviço esteja no “estado da arte” para tomar coragem de testar.  

Esse é um passo indispensável para invalidar ou validar uma possível solução. E é um momento que também exige bastante desapego, afinal, muitas vezes é aí que vemos a necessidade de “pivotar” ou cancelar um projeto. Mas isso não pode ser encarado como fracasso: temos que celebrar até mesmo quando as hipóteses são invalidadas – não é uma boa notícia saber que não lançamos um produto que não atenderia de fato ao seu propósito ou que não resolve um dor real e latente do cliente?  

  1. A hora mais aguardada: a escala

Desse modo, validadas as hipóteses, chega enfim o grande momento: a decisão de seguir com o desenvolvimento da solução final e escalá-la no mercado. Nessa fase, temos outras ferramentas de apoio. O Scrum e o Kanban, por exemplo, são excelentes metodologias para gerenciar projetos com maior incerteza e escalá-los no momento certo. 

Com pessoas capacitadas com um novo mindset, times multidisciplinares funcionando com autonomia, métodos de gestão adequados, parcerias estratégicas e liberdade para testar e mudar de rumo sempre que necessário, está traçado o caminho para grandes empresas que desejam inovar e desenvolver soluções que realmente gerem valor para o cliente.   

Chegar até esse nível de amadurecimento é uma jornada longa, cheia de erros e aprendizados, mas, uma vez que a cultura de inovação está instalada juntamente com a mentalidade de cliente no centro, as chances de acerto são muito maiores.

Quanto antes as organizações mergulharem nessa jornada sólida de inovação, melhor – pois só assim elas conseguirão responder rapidamente aos desafios e exigências de um mundo mais complexo e dinâmico a cada dia que passa.   

Artigo escrito por Leandro Nazareth, nosso Head de Inovação. Leia na íntegra também em Tiinside!

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REDAÇÃO BRAIN

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