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           A mudança no comportamento do usuário: porque uma empresa deve investir na experiência em dispositivos móveis

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imagem com a brainer Maria Gabriela que representa uma solução de experiência do usuário
           

Em tempos de COVID o comportamento do usuário mudou e mais do que nunca as pessoas se sentem partes do negócio. Como estar presente? Como atuar? Trago um conceito chamado Mobile First para auxiliar as empresas por onde começar, incentivando-as a buscarem essa presença digital ao expor dicas e dados do comportamento atual. #comportamento #ux #mobile #mobilefirst #covid #smartphones #negocio #pequenaempresa

A usabilidade, a praticidade e a facilidade que os smartphones trouxeram, junto aos diversos conceitos e boas práticas na construção de sites e aplicativos, estão em pauta junto com a experiência do usuário, principalmente neste período de isolamento devido à Covid-19. 

A pandemia acelerou a transformação digital trazendo mudanças permanentes nos nossos hábitos e relacionamentos, forçando as empresas a ampliarem sua presença digital. As plataformas são responsáveis por 60% do tempo gasto em mídia digital e o tráfego por dispositivos móveis cresceu 3 vezes mais do que o acumulado de 4 anos atrás, mas não para por aí e a tendência é que esse número aumente.

Segundo Felipe Junqueira do Canaltech, 80% do tráfego digital no fim de 2019 foi realizado em um dispositivo móvel, e complementando com uma pesquisa da CISCO, a previsão é que até o final de 2022 circule 1 trilhão de gigabytes em dados de tráfego mobile pela rede, afinal nunca esteve tão fácil e rápido o acesso a uma ampla gama de produtos e serviços existentes, porque agora, está tudo literalmente na palma da mão do consumidor.

Antes, todo o esforço e desenvolvimento de sites era com o foco em desktops, mas devemos voltar o olhar para quem realmente usa, quer, precisa, gosta, compra e vê valor no seu negócio: a sua persona, seu usuário. Segundo uma pesquisa da E-commerce, 60% dos consumidores online que experimentaram comprar pelo Smartphone deixaram de lado a experiência do desktop, então nem cabe citar aqui os dados sobre as lojas físicas, deixemos esse assunto para outro momento.

O comportamento do consumidor já não é o mesmo de anos atrás e surgem novos desafios no meio do caminho. Um consumidor mais exigente, que além de buscar qualidade, prazos e segurança, passará a exigir uma atenção mais rápida às suas demandas devido à relação com a marca, o que o leva a se posicionar, seja para reclamar, questionar ou elogiar. Para que a empresa se mantenha relevante em meio a essa velocidade de acontecimentos e mudanças devemos mudar o jeito de criar, planejar e principalmente de pensar. 

Mobile First: Novos conceitos, novo mindset e novos desafios

Um dos grandes problemas já mapeados é o profissional querer adivinhar o que o seu usuário quer ou precisa, impondo o jeito de interagir com uma aplicação ao invés de escutar as solicitações e feedbacks, validar, desapegar do produto e alterá-lo na busca pela melhoria.

A busca pela usabilidade e experiência de alta qualidade requer pesquisa, tempo e aprendizado, para levar todo o consolidado do início ao fim da jornada, resultado de uma validação positiva, de poder entregar o que o usuário espera. Mas por que isso é importante?

Existem diversos conceitos, técnicas e ferramentas para auxiliar os profissionais responsáveis pela experiência do usuário que atuam na jornada do cliente como os desenvolvedores e os designers, por exemplo. Um dos maiores desafios para esses profissionais atualmente, é manter os usuários mais tempo nos sites e aplicativos. Para entender e captar dicas preciosas de como fazer isso, hoje o assunto será o Mobile First

Segundo Lisa Cohen Gevelber, CMO do Google Américas, 67% das pessoas reclamam da demora para carregar a página, sendo de 53% o número dos usuários que abandonam os sites que demoram mais de 3 segundos para carregar.  A segunda maior reclamação, de 66% dos usuários, é sobre a dificuldade de encontrar o que precisa.

Quando um consumidor tem uma experiência ruim em uma navegação pelo celular, 43% procuram o site de outra marca, enquanto que 41% não voltam mais a esse site. Por isso, prezar pela usabilidade é tão importante para que um negócio cresça e converta da forma desejada.

O termo Mobile First significa tornar o dispositivo móvel prioridade no desenvolvimento. É um termo que surgiu em 03 de Novembro de 2009 pelo especialista Luke Wroblewski como um desafio para os designers que desde os primórdios eram acostumados a projetar para sites desktops.

Na matéria, Luke provoca e convida o leitor a inverter o fluxo, direcionando o foco a interfaces mais simples. Pensando primeiramente no ‘mobile’ para a construção da jornada de uso do cliente, e depois evoluindo para a aplicação em desktop. Luke levantou alguns motivos iniciais para considerar o termo, dentre eles: 

  1. A tecnologia sofreria o boom e seria uma tendência; 
  2. O tamanho da tela é menor, o que faz ser necessário um design enxuto otimiza os dados e as ações necessárias para o projeto e descartava elementos desnecessários, afinal o espaço de trabalho é menor 
  3. Os dispositivos móveis incorporaram funcionalidades e criações ainda não existentes nos navegadores de desktop.

O convite de fazer o caminho inverso devido a limitação de possibilidades por causa da tela pequena foi motivo de discussão por um bom tempo entre diversos especialistas, mas Luke apostou e acertou. Trouxe motivos, fundamentos e conseguiu convencer muitos sobre sua teoria e hoje essa prática é indicada em diversas soluções, principalmente quando precisamos aprender rápido, mudar rápido para a busca pelo acerto, não é coincidência ao lembrarmos do mindset ágil.

Para o usuário, o Mobile First garante uma experiência do usuário completa e informativa que agrada mais os olhos do usuário, afinal, o mobile tem menos armazenamento e velocidade de conexão, o que força a otimização de espaços e priorização dos conteúdos considerando informações concisas e objetivas e otimizando a mensagem a ser transmitida, o que facilita a experiência durante a jornada do usuário bem como os ajustes da versão desktop posteriormente, além das possibilidades de integração técnicas com features que surgem dia após dia. 

Para as empresas, é a oportunidade de ter mais credibilidade por mostrar aos clientes e aos concorrentes de mercado que a empresa está atualizada e preocupada em proporcionar um acesso prático de informações aos seus consumidores.

O rankeamento em melhores posições pelo Google afinal o rank seguiria os conceitos de Mobile First. Tudo isso, para otimizar o tempo dos usuários e consequentemente ser considerado uma marca que, além de estar presente nos dispositivos móveis, está preparada com uma boa experiência para o consumidor, com maior a chance de conversão e crescimento ao considerar estratégias online que levam fluxos mobiles significativos e que resultam na melhor experiência para quem realmente importa.

Não tem como fingir que a experiência do usuário não é relevante ou que a tecnologia vai esperar. Restaurantes agora entregam o cardápio através de QR Code, lojas físicas estão oferecendo uma jornada de compra totalmente digital, através do smartphone e outros muitos exemplos que poderiam ser citados.

O Mobile First é uma tendência que necessita conhecer o perfil e os costumes do consumidor, realizar testes e usar as informações conhecidas a favor do negócio ao levá-las não somente para as estratégias e jornada, mas para a construção da interface mobile preocupando-se com a interação e com quem irá usá-la. 

Por Maria Gabriela Vieira Alves, Chapter Leader e UX/UI Designer

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REDAÇÃO BRAIN

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