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           Inovação aberta e interna: entenda agora quais são as diferenças!

Data: 13 outubro 2020 | Categoria: Inovação
imagem que representa uma solução de inovação aberta
           

Empresas que querem se transformar para o mundo atual, que é mais dinâmico a cada dia, podem aproveitar todos os benefícios da inovação aberta e interna.

Assim, companhias de diferentes tamanhos, desde grandes conglomerados até startups, poderão encontrar soluções disruptivas que, talvez, não fossem desenvolvidas por meio de métodos tradicionais.

Apesar do que o termo sugere, inovação aberta e interna não são termos opostos. Aliás, são ideias que podem ser complementares e usadas de forma estratégica. Isso tudo apesar das diferenças de cada uma delas, que também têm suas vantagens.

Por isso, saiba mais sobre inovação aberta e interna e como essas suas modalidades se complementam e, ao mesmo tempo, aumentam as possibilidades de inovação e criatividade na sua empresa!

Definições de inovação aberta e interna

Inovação interna

A inovação interna diz respeito ao processo de pesquisa e desenvolvimento de uma empresa que é feito totalmente “dentro de casa”. Ou seja: os profissionais, processos, colaborações, análises e a condução de tudo, do começo ao fim, acontece de maneira interna.

A empresa não abre o projeto para o mercado ou para outras companhias. Mesmo que se busquem referências de mercado, a inovação não sai da empresa até que esteja finalizada.

Inovação aberta

Em 2003, Henry Chesbrough, pesquisador da Universidade da Califórnia, cunhou o termo inovação aberta, ou open innovation, no livro “Open Innovation: The New Imperative Creating and Profiting from Technology”.

Neste conceito, uma empresa busca inovar com a colaboração de outras companhias ou instituições. Logo, é a soma de diferentes profissionais, métodos de pesquisa e desenvolvimento e de perspectivas que traz a inovação neste modelo.

As diferenças dos tipos de inovação

A inovação interna tem como principais características:

  • Uso de informações internas, ou no máximo uso de alguns dados externos que podem auxiliar, mas que não se referem ao projeto específico que está em desenvolvimento;
  • As equipes são formadas por profissionais da própria empresa, não apenas gestores e líderes, como também pesquisadores e outros envolvidos no processo;
  • Não existe abertura para quem está fora da companhia participar, seja outras empresas, seja a sociedade de forma geral. Logo, nasce com a cultura interna da empresa;
  • A propriedade intelectual é exclusiva, ou seja, tudo o que for produzido no projeto pertence apenas à companhia que conduziu a pesquisa e o desenvolvimento;
  • O comportamento empreendedor, também conhecido como intraempreendedorismo (ou seja, um senso de dono e busca por resultado de maneira interna), são grandes diferenciais.

Quando falamos em inovação aberta, podemos ver:

  • Uso de dados de forma aberta e colaborativa, com diferentes fontes de conhecimento oferecendo informação em prol de um projeto conjunto. Dessa forma, é possível usar dados externos ou se produzir informação por diferentes fontes;
  • Equipes multidisciplinares, formadas por pessoas de diferentes companhias e que, dessa maneira, podem agregar diferentes práticas, análises e habilidades que vão se complementar. Isso traz novos ares e oxigena as empresas com as contribuições;
  • Diferentes grupos podem participar: empresas de setores diversos, sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa e vários outros podem colaborar, desde que tenham aderência ao projeto. Isso acontece em um hub de inovação, por exemplo;
  • A propriedade intelectual é compartilhada, principalmente com as empresas que estão atuando em conjunto;
  • Tem mais amplitude. Ou seja, atende a demandas do mercado como um todo.

Para entender mais sobre inovação aberta, assista ao vídeo abaixo:

Inovações que se complementam

A inovação aberta promove novas ideias, afinal são diferentes pontos de vistas no mesmo projeto. Além disso, diminui riscos, pois diferentes agentes revisam processos e encontram pontos de melhoria.

Por fim, a inovação aberta aumenta a velocidade de desenvolvimento com mais empresas e pessoas compartilhando o esforço, ao mesmo tempo em que pode trazer mais economia por dividir custos do projeto. Em contrapartida, o conhecimento também é compartilhado e aberto, assim como eventuais ganhos.

No caso da inovação interna, há mais controle para a companhia nas mais diferentes etapas de desenvolvimento. Além disso, esse modelo protege informações sensíveis, o que é importante em setores estratégicos, como o de saúde.

Por outro lado, cuidar de tudo internamente pode aumentar o tempo de desenvolvimento, o custo para criação e manutenção de equipe e outros recursos, além de diminuir as possibilidades de inovação e criatividade ao envolver apenas pessoas e áreas de uma mesma empresa.

Entretanto, é possível usar inovação aberta e interna de forma complementar. Um projeto pode começar de forma aberta e colaborativa e, a partir de uma determinada etapa, ser continuado e finalizado de maneira interna.

Além disso, os diferentes modelos podem ser usados de acordo com a estratégia de negócio: o que for mais sensível e requerer sigilo ou proteção de propriedade intelectual pode ser desenvolvido de forma interna; já o que pode ser compartilhado ou criado de maneira rápida, a partir de diferentes olhares, tem espaço no modelo de inovação aberta.

E se a sua empresa quer apostar na inovação, seja aberta ou interna, para continuar evoluindo, entre em contato com o Brain. Oferecemos consultorias em Intraempreendedorismo e Open Innovation por meio do Brain Consulting. Clique aqui para saber mais!

Ilustração de um celular com uma foto de um homem sorrindo e o texto "Brain Consulting: Evolução digital e inovação para o seu negócio! Saiba mais".

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REDAÇÃO BRAIN

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