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Mulheres na Tecnologia: Rompendo barreiras e inspirando inovação

Data: 04 janeiro 2024 | Categoria: Pessoas
imagem que representa a Kenia de Araujo em seu artigo sobre mulheres na tecnologia

A representatividade das mulheres na tecnologia é um tema que tem ganhado cada vez mais destaque nos últimos anos.  

A busca por igualdade de gênero e oportunidades no mercado de trabalho tem impulsionado discussões e ações para mudar essa realidade.  

No entanto, os números e dados reais de 2023 revelam que ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo o estudo “Mulheres na Tecnologia”, realizado pelo site Love Mondays, apenas 26% da força de trabalho da tecnologia no Brasil é composta por mulheres. 

Essa porcentagem é ainda menor quando se trata de cargos de liderança, onde as mulheres representam apenas 18%.  

Esses números evidenciam a necessidade de se promover a inclusão e o empoderamento feminino no setor tecnológico, visando uma maior representatividade e diversidade.

Mercado de tecnologia e inovação 

Atualmente, é inegável o crescimento das oportunidades no mercado de tecnologia e inovação. Apesar disso, é evidente que o ambiente tecnológico ainda é predominantemente masculino.  

Embora tenha havido uma mudança perceptível desde os anos 90, a presença feminina nessas áreas ainda é modesta. 

Minha motivação para escrever este artigo provém da minha trajetória profissional e acadêmica. Em 2001, ingressei no curso técnico de telecomunicações no Senai, buscando mais e melhores oportunidades de trabalho diante do boom das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

A sala de aula refletia a desigualdade de gênero, com 35 homens e apenas 5 mulheres, incluindo eu. 

Ao longo do curso, enfrentei piadas machistas e questionamentos sobre minha escolha. As dúvidas sobre a capacidade das mulheres nessas áreas eram constantes, mas, mesmo enfrentando obstáculos sociais e culturais, concluí o curso e me destaquei profissionalmente. 

Desde os anos 2000, observa-se uma mudança comportamental, de mercado e tecnológica. No entanto, o ambiente de inovação e tecnologia ainda é majoritariamente masculino. A influência cultural e social nas escolhas de carreira, desde a infância, perpetua estereótipos que desencorajam as mulheres nas ciências exatas. 

Refletindo sobre a nossa infância podemos identificar a diferença entre os presentes dos meninos e das meninas. Os meninos ganham de presentes carrinhos de controle remoto, vídeo game, robôs, bonecos astronautas, e as meninas ganham bonecas, jogos de cozinha, jogo de chá.

Dentro desta reflexão entendemos que é uma questão cultural, e social. A maneira como a sociedade pensa e define sobre o que é ser mulher e o que é ser homem tem um peso nas decisões e escolhas acadêmicas e profissionais.

As mulheres não são estimuladas a irem para essas áreas, pelo contrário, o que as meninas sempre ouvimos é que meninas não são boas em matemática, meninas não sabem programar.

Essas falas acabaram cerceando a capacidade delas de demostrar seu potencial, deixando-as intimidadas. Pois seu potencial e capacidade sempre colocados em dúvidas.

Desta forma, elas buscam, áreas, carreiras e profissões onde elas se sentem mais confortáveis, e mais valorizadas. 

Por isso, a pandemia revelou desafios persistentes no ambiente tecnológico, evidenciando a toxicidade e o machismo.

Apesar de um aumento de 22% no interesse feminino em vagas de TI em 2021, as mulheres enfrentam obstáculos, especialmente relacionados à maternidade. 

Desafios das mulheres na tecnologia

Os principais desafios para as mulheres na tecnologia são: 

  • Discriminação: as mulheres ainda enfrentam discriminação no mercado de trabalho, tanto na forma de assédio moral e sexual quanto na falta de oportunidades. 
  • Baixa representatividade: a baixa representatividade das mulheres na tecnologia pode desencorajar outras mulheres a seguir carreira nessa área. 
  • Disparidade salarial: as mulheres na tecnologia ainda ganham menos do que os homens, mesmo ocupando cargos semelhantes. 

Cenário onde a desigualdade desestimula mulheres

Dessa forma, para aumentar a participação feminina na tecnologia, é crucial considerar as especificidades das mulheres, como o período de maternidade. Devemos reconhecer mulheres capacitadas em nosso círculo e promover a representatividade feminina em palestras e eventos. 

As mulheres contemporâneas possuem conhecimento equiparável aos homens, mas ainda enfrentam desigualdades salariais e são subestimadas. A união feminina fortalece-se, evidenciada por grupos de apoio que buscam incentivar e fortalecer mulheres interessadas em carreiras tecnológicas. 

Analisando esse cenário, é imperativo que as mulheres inseridas na área sejam acolhedoras e apoiadoras, garantindo que novas integrantes não se desestimulem diante de desafios ou situações machistas.

O acolhimento para as novas integrantes no ambiente tecnológico é de grande relevância para garantir a permanência dessas mulheres. 

Potencial das mulheres

Valorizar nosso próprio potencial e o das outras mulheres, competir com base em habilidades e ocupar espaços ao lado dos homens são passos cruciais.

Nossa união e alinhamento com propósitos comuns serão facilitadores para uma jornada de sucesso. Afinal, o lugar da mulher é onde ela quiser. 

Assim, a representatividade das mulheres na tecnologia ainda é muito baixa, mas existem oportunidades para que esse cenário seja mudado. É importante que as empresas, a sociedade e o governo trabalhem juntos para promover a inclusão de mulheres nessa área. 

Por Kenia de Araújo, Scrum Master no Brain

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REDAÇÃO BRAIN

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