A inovação tecnológica está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico e à produtividade. Para estimulá-la, muitos países — incluindo o Brasil — adotam políticas públicas de fomento, como os incentivos fiscais. Neste artigo, explicamos como funciona essa estratégia, com foco na Lei do Bem.
Os incentivos fiscais são mecanismos utilizados por governos para estimular investimentos em áreas estratégicas, como pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 6,9% dos investimentos privados em P&D utilizam esse tipo de mecanismo.
Esses incentivos oferecem vantagens como redução de tributos e deduções no imposto de renda. Com baixos custos de administração, são uma ferramenta complementar às políticas de infraestrutura científica, tecnologia local e capacitação de talentos.
No Brasil, a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) é o principal instrumento de incentivo fiscal à inovação. Voltada para empresas que atuam no regime de lucro real, ela permite a dedução de despesas com projetos de PD&I.
Segundo o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em 2021 mais de 3.000 empresas utilizaram a Lei do Bem. O número representou um crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Além disso, os investimentos ultrapassaram R$ 27 bilhões, com renúncia fiscal de R$ 5,86 bilhões. O setor de software foi um dos principais beneficiados.
As despesas passíveis de dedução são aquelas classificadas como custos operacionais com PD&I. Isso inclui parcerias com instituições de pesquisa, universidades, incubadoras e até profissionais independentes envolvidos em inovação. Também podem ser considerados os valores destinados a micro e pequenas empresas para atividades de pesquisa tecnológica.
A Lei do Bem se apoia em quatro pilares principais de incentivos fiscais:
A Lei do Bem tem um impacto direto no ecossistema de inovação do país. Ela estimula o aumento da competitividade das empresas, principalmente as startups e as PMEs, ao fornecer recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Com isso, ela contribui para a geração de empregos qualificados, a criação de novos produtos e a melhoria da infraestrutura científica e tecnológica.
Além disso, a adesão aos incentivos fiscais da Lei do Bem pode resultar em maiores investimentos em inovação por parte das empresas, o que fortalece a economia e torna o Brasil mais competitivo no cenário global.
O Brain como um ICT (Instituto de Ciência e Tecnologia) pode ser considerado como um instituto de pesquisa por se tratar de uma organização sem fins lucrativos e de administração privada.
Nosso Centro de Inovação tem o objetivo principal de realizar e incentivar pesquisas científicas e tecnológicas, desenvolvendo soluções que respondam às necessidades da sociedade de maneira inovadora.
O Brain conduz projetos de inovação para as empresas do grupo Algar e clientes externos, além disso contamos com o apoio de consultorias especializadas que apoiaram desde o enquadramento até a submissão dos projetos.
Por Fernanda Milena, Analista financeiro no Brain e Flávio Henrique, Analista de Inovação no Brain.